1. Sensibilidade ao glúten não-celíaca (SGNC)
A sensibilidade ao glúten é um problema mais comum do que se pensa: estima-se que atinja até 15% da população mundial atualmente. Cada vez mais pessoas sofrem de males que poderiam ser atribuídos à sensibilidade ao glúten.
A Sensibilidade ao Glúten Não-Celíaca pode ser considerada quando o paciente apresenta intolerância ao glúten, mas a Doença Celíaca e a alergia ao trigo foram descartadas. Enquanto a Doença Celíaca tem base genética, a SGNC é uma forma de intolerância sintomática ao glúten.
Os sintomas podem ser muito diferentes de pessoa para pessoa, indo de dores no estômago a inchaço, náuseas, diarreia, distensão abdominal, dores no abdômen e extraintestinais, anemia, depressão, constipação, enxaqueca, confusão mental e dores nas articulações e nos músculos.
Diagnóstico
Os marcadores de identificação para SGNC ainda são desconhecidos, por isso, o diagnóstico ainda é feito por exclusão. O que isso significa? Que para diagnosticar a sensibilidade ao glúten é necessário excluir a possibilidade de que os sintomas apresentados sejam originados por Doença Celíaca autêntica ou por alergia ao glúten.
2. Síndrome do intestino irritável (SII)
A Síndrome do Intestino Irritável é um distúrbio gastrointestinal debilitante e crônico que atinge pelo menos 10% da população dos EUA, Europa e Reino Unido. No Brasil, estima-se que o número seja próximo ao apresentado nos países acima relacionados.
Pesquisas indicam que a adoção de uma dieta não-fermentativa – ou seja, livre de alimentos fermentativos como trigo, leite e derivados, pistache, lentilha, grão de bico, entre outros – tem sido uma grande aliada no combate aos sintomas da Síndrome do Intestino Irritável.
Conhecidos internacionalmente como FODMAPs (fermentáveis, oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis), os alimentos fermentativos são carboidratos de difícil absorção e que aumentam o volume de líquido no intestino, sendo depois fermentados pelas bactérias intestinais, produzindo gases.
Tratamento
Uma das mais conhecidas abordagens para a Síndrome do Intestino Irritável é um tratamento com a exclusão de FODMAPS durante algumas semanas, com uma reintrodução orientada e acompanhada por uma nutricionista.
3. Alergia ao trigo
Diferentemente da Doença Celíaca e Síndrome do Intestino Irritável, a alergia ao trigo faz com que o organismo rejeite essa proteína. Para isso, o sistema imunológico cria o anticorpo Imunoglobulina E (o IgE). Os resultados imediatos são mais severos e causam reações alérgicas no trato gastrointestinal, pele e sistema respiratório.
4. Doenças autoimunes associadas
Diversas doenças autoimunes podem estar associadas à Doença Celíaca. Por isso, caso apresente uma das doenças autoimunes listadas abaixo, considere realizar também exames para excluir a possibilidade de Doença Celíaca:
- Diabetes mellitus tipo 1;
- Tireoidite autoimune;
- Hepatite autoimune;
- Cirrose biliar primária;
- Gastrite atrófica autoimune;
- Doença de Addison;
- Miastenia grave;
- Esclerose múltipla;
- Artrite reumatoide;
- Síndrome de Sjögren.