Viajando sem glúten e com segurança

Viajando sem glúten e com segurança

Com a aproximação do feriado, muita gente aproveita o recesso para viajar.

Mas quem segue uma dieta com restrição de glúten acaba encontrando dificuldades para comer fora de casa, seja em outra cidade ou país. A endocrinologista Silva Bretz, do Rio de Janeiro, que há mais de três anos faz restrição total de glúten e lactose, dividiu com a gente algumas dicas para curtir a viagem sem preocupações.

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  • Muitas companhias aéreas já fornecem lanches sem glúten, principalmente em voos internacionais. “Na Argentina, por exemplo, hoje isso é bem comum”, indica. O ideal é fazer a solicitação no momento da reserva ou quando for fazer a marcação dos assentos, com pelo menos 48 horas de antecedência. Já em voos domésticos o serviço nem sempre é oferecido. Por via das dúvidas, previna-se e leve sempre um lanchinho.
  • Utilize aplicativos de celular como o Gluten-Free Near Me, que mapeiam lojas e restaurantes próximos de você voltados ao público celíaco. No Brasil, uma opção recente é o UNA (do inglês “You are not Alone”), uma rede social mobile que permite geolocalização de estabelecimentos e aproxima usuários com intolerâncias alimentares.
  • Deixe-se surpreender pelos hábitos locais. Informe-se sobre ingredientes alternativos ao glúten e entre no clima do lugar. Quem disse que é preciso comer pão no café da manhã todo dia? Só fique atento à procedência dos alimentos e aos riscos da contaminação cruzada, é claro.
  • Seja precavido: tenha sempre a mão seus produtos prediletos, nos quais você confia totalmente. “Quando viajo, levo de casa sanduíches embrulhados em papel alumínio feitos com pães da Schär. Também costumo levar biscoitos Crackers e Wafers Schär”, conta. Para não se quebrarem, Silvia os armazena dentro de caixas de camisas.
  • Nem sempre é possível levar frutas e bebidas na bagagem, mas você pode se garantir com barrinhas de gergelim, alfarroba e outros docinhos, como bananadas. “Quando há fiscalização, explico minha condição alimentar e em geral as pessoas são bem compreensivas”, diz Silvia Bretz. Muitas vezes, apresentar uma carta do seu médico pode ser um ótimo recurso para os casos de fiscalização.

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Silvia Bretz não é celíaca, mas tem sensibilidade à proteína. “Sigo esta dieta como opção de vida pelos benefícios que ela me trouxe nestes anos todos. Minha vida mudou, não sofro mais com rinite, cistite, edema, gases, fadiga e dores de cabeça”, revela. Em sua clínica no Rio de Janeiro, a doutora é bastante procurada por pacientes em busca de dietas específicas. “Sou a favor do bom senso, sem radicalismos, exceto no caso das intolerâncias severas. Procuro investigar a saúde dos pacientes através de exames para confirmar ou excluir a possibilidade da doença celíaca e, em seguida, proponho uma dieta equilibrada, conforme suas necessidades. Para quem não tem intolerância ao glúten, mas deseja retirá-lo da alimentação para emagrecer, por exemplo, recomendo de 8 a 12 semanas de dieta. Porém, como os benefícios são grandes, é comum estas pessoas deixarem de consumir a proteína como opção de vida, e não mais como restrição”, conta. Para ela, os sacrifícios são maiores no início, mas “querer é poder”. Ela lembra que a chegada dos produtos Schär no Brasil facilitou muito a vida destas pessoas. “A qualidade e o sabor são fora de série, o que encoraja quem deve seguir este tipo de dieta”, conclui.

Clínica Silvia Bretz

Av. Afrânio de Melo Franco, 141 - Grupo 512 - Leblon - Rio de Janeiro – RJ.
Tel: 21 3874-0500 | www.silviabretz.com.br