Painço

Painço

Saiba por que ele é um superalimento!

Um dos ingredientes funcionais utilizados pela Schär no Pão Rústico é o painço, um alimento com excelentes valores nutricionais. Também conhecido como milhete, milho miúdo ou milho-painço, este nobre cereal traz em sua composição nutrientes que lhe conferem atividade anti-inflamatória, antioxidante e antiproliferativa (que impede a multiplicação celular). Por conta disso, seu consumo está associado à redução de doenças crônicas como colesterol elevado, diabetes tipo II, obesidade e doença cardiovascular, segundo um estudo publicado em 2013 pelo Journal of Functional Foods. E já existem indícios de que ele pode ser um coadjuvante na prevenção de vários tipos de cânceres.

De acordo com a nutricionista Joana Lucyk, diretora da clínica Saúde Ativa, em Brasília, o painço é uma excelente fonte de fibras, em especial de amido resistente –fibra insolúvel relacionada a diversos benefícios, como controle de colesterol e diabetes tipo II. “O painço contém maior teor de amido resistente do que o arroz, o trigo e o milho, além de oferecer um aporte superior de proteínas em comparação com estes mesmos cereais”, ilustra.

Comparação de energia, macronutrientes e fibras de arroz, trigo, milho e painço:

          Energia (kcal)    Carboidratos (g)    Proteínas (g)    Gordura (g)    Fibras (g)
Arroz     362                      76                      7,9                 2,7                 1
Trigo     348                      71                     11,6                 2,0                2,0
Milho     358                      73                      9,2                 4,6                2,8
Painço    364                     63,8                   12,5                3,5                 5,2

Fonte: Hulse and others (1980); United States National Research Council/National Academy of Sciences (1982); USDA/HNIS (1995); FAO (2012).

Article7074_Frau auf Waage Gewicht.jpg

Por suas características anti-inflamatórias, o painço é um alimento muito recomendado para o controle de peso. “Vale lembrar que a gordura é caracterizada por inflamação subclínica, por isso o painço pode ser um bom aliado no controle do peso corporal”, afirma a nutricionista. Mas ela alerta que, como é rico em flúor, deve ser consumido com moderação por pessoas com hipotireoidismo subclínico (uma forma branda da doença, geralmente sem sintomas, mas já detectável através de exames).

Fácil de introduzir no dia a dia, o painço pode ser consumido na forma de farinha, como ingrediente de sucos e bolos ou adicionado à comida. Já o grão pode ser cozido e utilizado em saladas. Para facilitar sua vida e deixá-la mais saborosa, experimente também o Pão Rústico, entre outros ingredientes nobres.

A seguir, três perguntas para a nutricionista Joana Lucyk sobre o painço:

Painço possui uma quantidade considerável de triptofano. Qual a importância deste aminoácido para nossa saúde?

Article7074_Frau schaeft gut in Bett.jpg

O triptofano é precursor da serotonina, neurotransmissor relacionado ao bem estar e saciedade. A serotonina, por sua vez, origina a melatonina. Logo, para uma boa noite de sono, também dependemos deste aminoácido.

Baixos níveis de serotonina cerebral estão relacionados a alterações de comportamento e humor, ansiedade, agressividade, depressão, sono, fadiga e aumento de apetite.
Além da serotonina cerebral, produzimos serotonina com ação intestinal, que estimula os movimentos peristálticos – para um bom funcionamento intestinal, dentre muitos outros fatores, o triptofano é requerido.

Este aminoácido também é precursor da vitamina B3 (niacina) e, participa do estímulo à secreção de insulina e hormônio do crescimento, relacionado à manutenção de massa magra.

Por que o consumo de painço ajuda no controle do diabetes?

Article7074_Frau isst Sandwich.jpg

Destacam-se três propriedades:

  • O painço possui importante quantidade de amido resistente – fibra insolúvel que contribui para a queda da carga glicêmica dos alimentos, proporcionando uma menor resposta glicêmica e, consequentemente, menor resposta insulínica, tornando-se mais adequada. Observa-se que com a digestão lenta, a absorção se dá no decorrer de todo o intestino delgado, proporcionando uma curva de reação glicêmica, com um pico menor, o que implicará em menor liberação de insulina no sangue.
  • Seus antioxidantes melhoram a sensibilidade à insulina na medida em que promovem a varredura de radicais livres e integridade dos receptores da insulina.
  • A leucina, outro aminoácido presente em grande quantidade no painço, favorece a secreção de insulina, hormônio essencial para o controle da glicose sanguínea.

O consumo do painço está associado à prevenção de câncer? O que existe de comprovado cientificamente sobre isso?

Article7074_Chemikerin In Vitro Proben.jpg

Estudos in vitro mostram a interferência de substâncias bioativas do painço sobre a expressão de genes envolvidos no desenvolvimento do câncer. Uma pesquisa publicada em 2011 na revista Journal of Functional Foods sustenta esta tese. Além disso, alguns compostos fenólicos apresentam importante ação antioxidante e antiproliferativa e, portanto, agem sobre a varredura de radicais livres e sobre a divisão celular – atuação essencial na prevenção de qualquer tipo de câncer.
Os radicais livres são substâncias naturalmente produzidas pelo organismo que danificam as estruturas celulares comprometendo suas funções e assim, favorecem o aparecimento de outras doenças crônico não-transmissíveis, como diabetes, obesidade e hipertensão, além do câncer. Para combatê-los, precisamos de um sistema antioxidante eficiente e as substâncias bioativas antioxidantes são aliadas neste processo.
Ainda há uma lacuna na identificação de todos os fitoquímicos (compostos químicos biologicamente ativos) presentes no painço. De qualquer forma, os já identificados justificam a indicação de consumo deste alimento como coadjuvante na prevenção de diversos tipos de cânceres.

Joana Lucyk é mestre em Nutrição Humana, especialista em Nutrição Clínica Funcional e em Nutrição para o Fitness e Alto Rendimento. Foi docente durante dez anos em instituições como a Universidade de Brasília e Centro de Pós-graduação JK. É autora do site www.sigasuadieta.com.br e diretora da Saúde Ativa – Nutrição e Qualidade de Vida.