No lugar do trigo, tremoço

No lugar do trigo, tremoço

Já virou hábito entre os celíacos analisar cuidadosamente o rótulo de todos os alimentos que consomem.

Afinal, esta cautela é fundamental para sua saúde e segurança. Quem presta atenção nas embalagens dos produtos da Schär já deve ter notado a presença de um ingrediente pouco conhecido entre os brasileiros: o tremoço. Ele aparece na receita das farinhas Mix Pan e Mix Dolci, do Pan Blanco e dos biscoitos Saltí e Mini Sorrisi, entre outros.

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Diferentemente do trigo, que é um cereal, o tremoço é uma leguminosa da família botânica da ervilha, feijão, grão de bico e amendoim, sendo muito popular na Europa, sobretudo na região do Mediterrâneo. Seu papel é reintegrar o teor de proteína nas receitas – neste caso, de proteína vegetal.

A grande maioria das leguminosas contém entre 20 e 30% de proteína, com um padrão de aminoácidos semelhante ao dos cereais. Porém, no caso do tremoço, o teor proteico chega a 40%, aproximando-se dos grãos de soja, com uma vantagem a mais: o nível de gorduras é bem menor. O tremoço ainda é rico em minerais e vitaminas, especialmente as do complexo B, e possui três vezes mais fibras do que o trigo e o centeio.

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“Graças à grande quantidade de fibras, o tremoço tem boa digestibilidade e capacidade de reter o colesterol LDL no intestino, facilitando sua eliminação nas fezes. Por isso, ele é importante em dietas para melhora do funcionamento intestinal e para pacientes com quadro de colesterol elevado”, explica a nutricionista clínica funcional Flávia Ferreira Sguario. Segundo ela, seu teor de amido é reduzido, o que explica o papel do tremoço no controle do açúcar no sangue e, consequentemente, na redução da obesidade.

Além de tudo o que já foi dito, Flávia Sguario afirma que o tremoço é indicado para pessoas com problemas ósseos, e destaca também suas propriedades emolientes, diuréticas e cicatrizantes, o que favorece a renovação celular.