Dicas para uma alimentação saudável, funcional e mais completa

Dicas para uma alimentação saudável, funcional e mais completa

A nutricionista materno infantil Alice Bastos separou dicas imperdíveis para você que segue uma alimentação sem glúten e procura ser mais saudável.

Para quem é celíaco, tem sensibilidade ao glúten ou mesmo consome alimentos sem esta proteína por opção, a nutricionista destaca que prestar atenção às informações nutricionais do que se come é muito importante para garantir uma alimentação saudável e balanceada. Confira a seguir como substituir corretamente alguns alimentos!

Inclua fibras

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Um passo importante ao iniciar uma alimentação sem glúten é incluir ao cardápio alimentos ricos em fibras. Alice explica que existem as fibras solúveis (como cascas de fruta, feijão e ervilha), que ajudam na retenção de água no bolo fecal e no processo intestinal. Já as insolúveis (a exemplo de verduras, cereais e grãos integrais) auxiliam a movimentação do intestino. Como exemplo, ela cita a biomassa de banana verde como um superalimento para todo o processo intestinal.

A nutricionista destaca também alguns produtos da Schär com ótimas quantidades de fibras, como as torradinhas Fette Croc Sarrasin. O produto contém farinha de teff, grão originário da Etiópia que possui inúmeras propriedades funcionais. Com elevado teor de cálcio, ferro e outros minerais, a farinha de teff é excelente para o funcionamento do organismo e ainda auxilia no controle dos níveis de glicose no sangue. Por fim, é rica em carboidratos de digestão lenta e em aminoácidos essenciais como a lisina, fundamental para metabolizar o cálcio e combater alguns tipos de vírus. A nutricionista recomenda também os cereais e pães sem glúten, como reforço de fibras à alimentação.

Atenção às suas necessidades

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Antes de iniciar uma dieta sem glúten, convém procurar aconselhamento profissional. Não é recomendado para quem não tem restrições a esse ingrediente deixar de ingerir alimentos com a proteína. A nutricionista realça a importância de entender caso a caso o motivo da retirada do glúten do cardápio. E salienta que, ao substituir produtos que contêm glúten, cada pessoa deve considerar o nível nutricional deles e os benefícios para a saúde.

“Na realidade, o principal vilão não é o glúten, é o trigo”, completa Alice. Ela lembra que o trigo é rico em carboidratos simples. Muito comum no cardápio brasileiro em diversas refeições, ele acaba por desequilibrar a dieta, prejudicando a saúde. Buscar uma maior variedade de alimentos e a diminuição da exposição ao trigo pode trazer ótimos benefícios, principalmente no funcionamento intestinal.

Faça trocas inteligentes

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Ainda para quem não tem restrição ao glúten, mas deseja substituir alguns produtos à base dessa proteína, Alice indica trocar os mais calóricos, como macarrão comum por macarrão de massa de arroz ou a farinha de trigo por outra preparada sem o ingrediente. Quem possui desordens como resistência à insulina – doença que pode ser causada pela obesidade – também pode se beneficiar da substituição do trigo, ao diminuir o volume energético dos alimentos a serem consumidos. Basta ter atenção ao fazer a substituição para não incluir outros itens tão calóricos quanto o produzindo com trigo. Cuidado com a contaminação cruzada.

Para quem sofre de intolerância ou é celíaco, Alice incentiva: “garanta que os produtos a serem consumidos sejam realmente isentos de glúten, inclusive livres de contaminação cruzada no seu processo de fabricação”. Para isso, dê atenção ao rótulo. Ficou em dúvida sobre algum ingrediente? Procure informações sobre a empresa fabricante do produto e contate a central de atendimento ao consumidor.

Prevenção para os primeiros meses de vida

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Por fim, Alice revela que é possível evitar a predisposição a uma hipersensibilidade ao glúten nos primeiros seis meses de vida. É a chamada janela imunológica de oportunidade, onde o bebê deve ter contato com alguns alimentos que contenham glúten para adquirir tolerância à proteína.