Cliente do mês: Laila Hallack

Cliente do mês: Laila Hallack

De modo bem-humorado, a jornalista Laila Hallack conta como encarou a doença celíaca e ainda criou o Celíaca Experimenta para ajudar outros consumidores.

Quem é celíaco ou faz uma dieta sem glúten conhece a jornalista Laila Hallack. Desde que começou a postar vídeos nas redes sociais, são diversos comentários e seguidores, pois ela consegue transmitir sentimento e realidade no que faz e a cada produto que experimenta.

Article7104_Laila Hallack 1.jpg

Mas descobrir que era celíaca não foi tão fácil assim para Laila. Segundo ela, o diagnóstico veio em 2011, depois de passar mal por muito tempo sem nenhum motivo aparente. “Ser celíaca foi o maior susto da minha vida! ”, desabafa. “Até então eu nunca tinha ouvido falar na doença celíaca e nem sabia o que era glúten”, lembra.  No começo para Laila foi desespero total, pois era adepta dos lanches nas redes de fast food, e amava um pão fresquinho, e como todo recém diagnosticado pensava que não conseguiria viver sem tudo isso.

“Chorei muito! Tive medo das consequências da doença - a lista é tão grande - mas em momento algum pensei que aquele tratamento, aparentemente tão complicado, mudaria a minha vida para melhor”, lembra a jornalista.  “Hoje agradeço pelo diagnóstico da doença. Todos os perrengues que passamos não são nada perto da recuperação da nossa saúde”.

Com uma alimentação totalmente diferente, hoje Laila enxerga o lado bom em tudo. A doença celíaca acabou colaborando para a melhora na alimentação da jornalista que antes se alimentava muito mal, abusando das frituras, sorvetes, refrigerantes e doces. Hoje, com acompanhamento nutricional, a alimentação é completa, onde se permite comer coisas gostosas como salgados, sanduiches, doces e bolos, “afinal todos merecemos”, brinca.

Segundo Laila, outra coisa que mudou em sua vida é que, como muitos celíacos, acabou se tornando uma porta-voz "ambulante" do assunto. “Onde vamos precisamos explicar por que não comemos glúten, o que é glúten, se engordamos ou emagrecemos desde que tiramos o glúten... apesar dos absurdos que precisamos escutar, acho que essa é a melhor forma de disseminar informações sobre a doença, levar outras pessoas a procurarem ajuda médica e, quem sabe, chegar ao diagnóstico”, comenta.

E com isso de sempre explicar e ser uma porta-voz ambulante, Laila sempre compartilhava nas redes sociais quando experimentava um produto novo sem glúten. “O retorno era muito bacana, especialmente dos amigos que não eram celíacos, e muitas pessoas ficavam com vontade de comer ou me indicavam produtos sem glúten. E era mais divertido ainda quando eu não gostava dos produtos”, lembra. Com isso, Laila resolveu ajudar os demais celíacos a escolherem e conhecerem os produtos. “Ninguém merece gastar dinheiro com algo que não é saboroso. Mas, claro, gosto é gosto e cada um tem o seu”, salienta. Para colaborar com os celíacos Laila criou os vídeos para o Facebook, o Celíaca Experimenta e agora vai migrar com força para o Youtube com novos projetos. 

Produtos Schär

Article7104_Laila Hallack 2.jpg

“Os produtos da Schär me conquistaram à primeira mordida (não pude deixar de fazer o trocadilho!) Lembro até hoje do primeiro que comi. Foi o Nocciolí! Eu não sei nem descrever a sensação, mas só de pensar fico com água na boca. É um dos meus preferidos até hoje, mas é impossível escolher só um”, descreve

“Já o Salinis faz o maior sucesso aqui em casa. Todo mundo ama! ”, comenta.  Essa é uma das características dos produtos da Schär em geral costumam agradar não só os celíacos. “O pão Ciabatta, por exemplo, já enganou o meu namorado que duvidou que era sem glúten. Só acreditou quando eu comi também”, lembra.

Uma das receitas preferidas de Laila é uma palha italiana com o biscoito Maria, que segundo ela é melhor do que a versão que comia antigamente e com glúten. “Como sempre falo no Celíaca Experimenta, não adianta ser sem glúten se não tiver sabor... e a Schär consegue unir as duas coisas de um jeito especial”, conclui

Contaminação cruzada, o dilema

Article7104_Laila Hallack 3.jpg

A contaminação cruzada é um dilema para todo celíaco, mas deve ser tratada com naturalidade. Em casa, a vida de Laila é a melhor possível! “Talvez por isso eu tente sempre fazer as refeições nela”, brinca. “Faço de tudo e tudo muito, mas muito delicioso mesmo!”, salienta. Mesmo vivendo com pessoas que consomem glúten, os eletrodomésticos que Laila utiliza para cozinhar, são guardados separadamente (batedeira, liquidificador, panelas, armário, geladeira...), sendo praticamente duas cozinhas na casa. “Sou bem chata com isso, mas todos colaboram e acabam levando numa boa a minha exigência”, comenta.

Agora quando a refeição é fora de casa o desafio é maior. “É sempre muito incerto e arriscado”, avalia. Laila busca sempre andar com a bolsa cheia de lanchinhos e frutas e leva marmita quando é preciso, tudo para não passar fome. “Consigo me alimentar com segurança apenas em locais que são exclusivamente sem glúten e naqueles que conheço e confio, no entanto são poucos. É uma pena, pois sinto falta de poder encontrar estabelecimentos que saibam os riscos da contaminação cruzada e tenham alternativas para nós, celíacos”. Laila reforça que vê muitas ofertas de restaurantes com opções sem glúten, divulgando isso sem sequer saber os cuidados que é preciso ter para garantir a segurança alimentar de um celíaco. “Ainda temos um longo caminho a percorrer”, conclui.

Com o namorado, que não é celíaco, Laila vive o dilema bem-humorado. “Ele vive tendo que escolher entre a cerveja e eu! ”, brinca a jornalista. Mas de fato eles já possuem um trato: beijo apenas antes das refeições, senão é contaminação direta. “Ele eleva com bom humor, inclusive aprendeu a beber vinho comigo e é uma das pessoas que mais cuida de mim. Sabe ler rótulo como ninguém e entende tudo do tratamento e abraçou a nossa causa, quanto a isso, tenho sorte”, comenta. “Mas já avisei que se casarmos, na nossa casa o glúten não entrará... Ele pede que no máximo tenhamos um frigobar para a cerveja dele numa área bem longe de mim. Será que vou ter que ceder a essa?!”, questiona.

“O que falta mesmo é a conscientização sobre a nossa condição. Mesmo com os avanços, as pessoas ainda desconhecem a doença celíaca, confundem com a dieta da moda, acham que é frescura... e isso acontece em vários ambientes: hospitais, restaurantes, hotéis, locais de trabalho e mesmo no círculo familiar. O nosso desafio é fazer com que as pessoas nos respeitem, nos compreendam e nos acolham! ”, finaliza