Cliente do mês – Jaqueline Rodakevicz

Cliente do mês – Jaqueline Rodakevicz

A homenagem desse mês é para a Jaqueline Rodakevicz, sargento da Força Aérea Brasileira. Descubra como ela aprendeu a cuidar da alimentação, e as dicas para os recém diagnosticados.

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Você sabia que a Aeronáutica é a Força Armada do Brasil com o maior número de mulheres em seu efetivo? São cerca de 9.820 mulheres atuando, segundo dados de 2015. A FAB também foi a primeira das três Forças a abrir espaço para a atuação das mulheres na atividade fim da instituição: em 2003, recebeu a primeira turma feminina para o Curso de Formação de Oficiais Aviadores. Com uma profissão não tão convencional, a rotina da Jaqueline é bem diferente.

Diagnosticada em 2001 como celíaca, Jaqueline conta que haviam pouquíssimas opções de produtos sem glúten no mercado, e como o número de diagnósticos da doença era baixo, foi muito difícil a adaptação e a aceitação. “Nem se compara ao que eu vivo hoje. Tenho opções de produtos, restaurantes que saciam a vontade de comer fora e sobretudo ficar bem e ficar nutrido”, avalia.

Como militar, a rotina de Jaqueline se enquadra em levar os lanches e refeições prontas de casa, inclusive o almoço para o Quartel. “No almoço, complemento a refeição com alimentos que não contenham glúten, e que não possuam risco de contaminação cruzada, pois a refeição é a mesma para todo o efetivo”, explica. Já em casa, a família de Jaqueline aderiu a uma alimentação sem glúten.

Cuidado diário

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Atualmente Jaqueline reside em Curitiba, e conta que quando vai a qualquer restaurante ou outro estabelecimento, pede para falar com o responsável pela cozinha para verificar diretamente com ele o que ela pode ou não comer. “Quando estou com os meus amigos, todos sabem das restrições, geralmente levo o que vou comer ou eles providenciam algo pronto ou industrializado”, comenta.

“Hoje ser celíaco é bem mais fácil do que quando descobri. A variedade de produtos e de conhecimento a respeito da doença é muito grande. Mas não nego que ser celíaca é uma superação diária. Acredito que um dos maiores empecilhos no dia a dia é encontrar produtos de qualidade, pois nem sempre encontramos todos os produtos Schär em todas as regiões, ou lojas”, ressalta.

Dica valiosa

Quando se é celíaco, segundo Jaqueline, se tem como uma lição valiosa de vida que por mais que exista uma vontade imensa de consumir uma massa ou um pão tradicionais, o custo benefício para satisfazer essa suposta necessidade ou vontade não vale nem um pouco a pena. “Se eu puder dar uma dica a um recém diagnosticado digo: a adaptação não é fácil, sempre vai ter uma pessoa que vai te dizer: só um pedacinho não vão fazer mal. Lute contra eles. Vai fazer mal sim! Mergulhe na dieta e cuide da sua saúde!”, enaltece. “A pior parte não é deixar de consumir o glúten, é se manter na dieta”, salienta.

Mas ser celíaco também tem seu lado positivo, brinca Jaqueline. “A marca Schär, por exemplo, não é apenas mais uma marca de produtos sem glúten no mercado, ela cria vínculo com seus clientes e posso dizer que somos a Família Schär”, finaliza.

Histórias sem glúten