Cliente do Mês

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Início da Schär Brasil: uma história de Família!

A vida às vezes prega peças que, de início, parecem não se encaixar e, com o tempo, monta-se um grande quebra-cabeças. Assim é o caso de Ticiana Menezes e sua mãe Silvana Krieger, que anos atrás mal poderiam imaginar o que as surpresas da vida sem glúten reservaria. Uma trajetória que se funde com a própria história da Schär no Brasil.

Um caso de família

Silvana foi a primeira a sofrer com os sintomas da doença celíaca, mais de 10 anos atrás. “Eu já estava há cerca de cinco anos fazendo tratamento com gastroenterologista, sendo tratada como ‘síndrome do cólon irritável’. Tinha diarreia constante, dores abdominais, tudo o que eu comia me fazia mal e estava pesando cerca de 45 kg”, relembra.

Entre os exames que realizou, foi feito o de densitometria óssea, que revelou um começo de osteoporose, avançada para a idade. “Eu fiquei assustada, porque já estava tomando cálcio há 15 anos e nada absorvia. Eu sempre fiquei desnutrida, mesmo tomando suplementos e tendo uma alimentação adequada, a mais nutritiva possível”, explica ela, que após os resultados resolveu procurar a nutricionista Dra. Farida Nichele, que indicou os exames corretos.

Após os exames, o diagnóstico foi conclusivo: Silvana tinha a Doença Celíaca. “Eu estava com intolerância a lactose e ao glúten, então fiz a endoscopia digestiva alta e estava com o intestino completamente ‘careca’, como disse o médico”, acrescenta Silvana. O diagnóstico fará em breve sete anos, mas ela conta que o organismo demorou cerca de cinco para apresentar melhora significativa, tanto na absorção de nutrientes quanto na recuperação da densidade óssea perdida. Em seguida foi a vez da mãe de Silvana, Flora Krieger, receber o diagnóstico da doença celíaca (DC).

A importância de repetir os exames com os filhos

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Já para Ticiana Menezes, o diagnóstico se deu após sua mãe insistir para que realizasse os exames, afinal os genes da doença são hereditários, podendo ou não se manifestar. “No meu caso, a descoberta foi mais uma consequência do diagnóstico na família do que uma busca pessoal. Meus sintomas, de forma geral, eram muito mais acentuados fora do trato gastrointestinal, então mesmo com o diagnóstico da minha mãe – que foi a grande motivação para iniciar o projeto da Dr. Schär no Brasil– demorei para fazer meus exames”, diz Ticiana, hoje diretora comercial da Schär Brasil.

“Foi depois de quase um ano do início das operações da Dr. Schär no Brasil, por forte orientação da Dra. Lorete Kotze, que fiz meus exames e a DC foi confirmada. O que explicava minhas enxaquecas, questões com pele, metabolismo meio bagunçado e a anemia constante”, completa a filha. Ticiana acredita que em seu caso a DC pode ter se manifestado após a primeira gravidez, onde teve um quadro pós-parto de grande instabilidade gastrointestinal, tendo reações a diversos tipos de alimentos.

Adaptação em família

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Ticiana morou com seu marido Fernando no Japão anos atrás, algum tempo antes de terem a ideia de representar a Schär no Brasil. “Quando eu ia visitar minha filha no Japão, eu passava dificuldade, pois lá o índice de celíacos é bem menor e não havia opções. Cheguei uma vez a levar uma mala cheia de farinhas daqui e o médico fez uma cartinha em inglês para ver se passava. Passou, mas os cães farejaram minha mala e (a pessoa no aeroporto) falou que da próxima eu não poderia levar”, relembra Silvana.

Posteriormente o casal foi morar na Europa, onde Silvana encontrou uma série de alimentos para quem não pode incluir glúten na dieta. “Quando eles foram para a Suíça, eu entrei em contato com esses produtos da Schär. Pela primeira vez entrei no supermercado e tinha uma gôndola cheia de produtos, com muita variedade. Então eles começaram a sentir a minha satisfação de poder comer e acompanhá-los. Eu dizia: ‘olha quem trouxer isso pro Brasil vai alegrar a vida de muitas pessoas’”!

Com tino comercial aguçado, o casal viu ali mais do que um produto: uma oportunidade. De volta ao Brasil trouxeram, por meio de representação comercial, os primeiros itens para o país. Deu tão certo que, em dois anos, foram adquiridos pela Dr. Schär e hoje estão à frente das operações no Brasil.

Adaptação à vida celíaca

A adaptação para Silvana foi mais difícil do que para a filha. Silvana conta que há sete anos ainda não existia uma variedade de alimentos no Brasil. “Os pães, por exemplo, nós tínhamos que fazer em casa. Era muito difícil ir a restaurantes, as pessoas eram completamente leigas, não sabiam o que era isso e eu tinha que explicar. Você passa por uma pessoa muito chata, exigente. E aquela história do: ‘só um pouquinho!’, ‘Isso é um exagero!’, ‘Uma molécula?’, ‘Contaminação cruzada? Isso é uma neura, vocês estão todos com neura’”, salienta a mãe.

Para a filha, já conhecendo a rotina de quem tem a doença celíaca, a adaptação foi mais tranquila. “Trabalhando com a Dr. Schär e vivendo o universo sem glúten diariamente, para mim não foi complicado retirar o glúten do dia-a-dia em casa. Além disso, a família já estava preparada para receber minha mãe e minha avó, celíacas diagnosticadas há mais tempo”, lembra Ticiana.

Ela conta que a parte mais difícil, ainda hoje, são as viagens. “É difícil manter a rotina de alimentação fora de casa e com segurança. Especialmente fora da sua cidade. Em Curitiba já sei onde posso ir, que tipo de cardápio é confiável, quais restaurantes sabem receber celíacos”.

Quanto ao apoio da família nenhuma das duas tem reclamações a fazer. “Minha família já tinha pós-graduação no assunto quando fui diagnosticada, como comentei. Então sou privilegiada. Minhas filhas, hoje com 8 e 5 anos, são muito atenciosas e solidárias, sabem ler corretamente todos os rótulos e isso ajuda inclusive na tolerância com as diferenças”, fala Ticiana.

Em casa ela conta que o marido também é muito atencioso e aceitou trocar no dia-a-dia quase 100% da alimentação para alimentos sem glúten. “Mas de vez em quando sai com as meninas para uma refeição cheia de farelo de pão francês e muito glúten... só os três!”, complementa.

Silvana é do mesmo palpite, conta que em suas conversas no grupo de conhecidos ajudou três pessoas a se descobrirem celíacas e diz não ter nenhum problema em casa. “Apesar de aqui não entrar farinha de trigo, meu marido traz a noite seu pão francês, tem um pedacinho do armário para as coisas dele e na geladeira também. Mas ele adora quando eu faço pão e os pães da Schär também. Mesmo meu filho, quando morava aqui e me via fazendo pão, já falava: ‘faz mais um’, então sempre teve aceitação”.

Delícias sem glúten

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Mãe e filha têm a boa vontade e o gosto pela cozinha. Dona Silvana, diz que gosta muito de fazer o famoso bolo Nega Maluca e o bolo de laranja sem glúten e compartilhou a receita. Já Ticiana, diz que as três preferidas receitas sem glúten que faz em casa são: banoffee com biscoito Maria, da Schär; nhoque de batata com Mix Pan e pão multi-grãos de liquidificador.

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Silvana não deixa de palpitar sobre os produtos da Schär que mais gosta. “Olha, gosto muito da Wafer, dos Cookies, do Fette Croccanti. E eu gosto tanto da bolacha Maria quanto aquela tipo champagne (Savoiardi) pra fazer tortas e sobremesas. Ah, macarrão também, faço sempre, aqui o Penne não falta”, conclui a alegre Silvana.